Nostalgia

Gostaria de saber se existe alguém mais nostálgica do que eu. Quero dizer, eu adoro pensar no futuro e fazer mil planos, mas tem horas que eu paro pra pensar e fico com saudades de coisas que aconteceram há muito tempo atrás.
Esses dias, conversei com uma amiga minha de muitos anos e ficamos lembrando de várias histórias do ensino fundamental. Histórias de quando eu tinha 12, 13 anos. Era tudo tão engraçado naquela época que só de lembrar morríamos de rir. O engraçado de tudo isso é que a gente ria e tentava contar as histórias para outras pessoas querendo fazer com que elas caíssem na gargalhada também. Ok, isso não aconteceu, mas só de lembrar daqueles momentos tão bobos e divertidos deu aquela dorzinha bem pequeninha no coração, sabe? Uma saudade…
Sei que só vivemos uma vez e também sei que essa é a frase mais clichê que existe, mas às vezes queria viver tudo de novo pra aproveitar mais do que aproveitei. Na verdade, queria ter um botãozinho de replay sabe?
Gostaria também, de guardar em uma caixinha todas as pessoas doces que conheci. Um vez, há muito tempo atrás, eu e duas amigas fomos pra praça conversar e lá conhecemos uma menina chamada Maria. Ela devia ter uns 10 anos. A Maria adorava conversar e o mais incrível de tudo, era que ela conversava o tempo todo olhando nos olhos. Olhava bem fundo mesmo e era um doce de criança. Lembro que ela estava triste, pois toda vez que ela ia nessa praça, era porque tinha ido ao médico. A Maria tinha algum problema na cabeça que agora eu não me lembro, mas quando seu pai nos contou isso, passei dias desejando coisas boas pra ela e desejando encontrá-la novamente para tentar alegrar sua tarde na praça em um dia difícil.
Quando eu chegar nos 70 e poucos anos, vou ter uma casa cheia de fotos pela parede e sempre vou chamar minhas amigas pra um chá das três e conversar sobre coisas que aconteceram e relembrar momentos engraçados, de medo, de tristeza e de alegria. Queria uma caixinha pra guardar todos esses momentos, mas a minha memória é uma caixinha infinita, onde eu posso guardar tudo e não esquecer de nada. (Bom, espero)
Enquanto não chego na casa dos 70 e poucos anos, fico aqui escrevendo no meu blog e vivendo a vida pra ter mais histórias pra contar e mais pessoas incríveis pra conhecer. Há muito o que se viver.

Super beijo e até os próximos posts!

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